segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

Igreja Ortodoxa - Portuguese Orthodox Web 1


ORTHODOX WEB


Igreja Ortodoxa

Portuguese Orthodox Web 1

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ORTHODOX WEB: http://orthodoxweb.blogspot.com - Abel-Tasos Gkiouzelis - Email: gkiouz.abel@gmail.com – Feel free to email me…!

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Cristo ressuscitou! Em verdade ressuscitou!

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Ortodoxia – Que é ?

Catecismo Breve

«Ortopráxis – maneiras de viver a Ortodoxia»

Uma palavra especial… Palavra que possui grande força de atração. Do grego “orthos” que significa “reta e verdadeira adoração” e “doxa” que significa doutrina ou ensinamento.

Santo Atanásio de Alexandria (+373)

Enquanto se manifestou na Igreja cristã a necessidade de proteger a verdade dos erros que apareceram (e estes já apareceram nos tempos apostólicos), surgiu o conceito da “confissão correta da verdade”, tal como a escutamos na oração litúrgica e que vem da Igreja antiga, sobre o episcopado, “que usa bem a palavra da verdade” (2Tm 2,15). Esta expressão se cristalizou em uma palavra durante os duros enfrentamentos do arianismo na Igreja. Santo Atanásio, o Grande, dedicou quase toda a sua vida à defesa da Ortodoxia frente ao arianismo. Santo Epifânio chama Santo Atanásio de “Pai da Ortodoxia”. Santo Isidoro de Sevilha no livro “Os Princípios” diz: “o ortodoxo é aquele, que crê corretamente e, de acordo com esta crença, vive corretamente”. Os grandes Padres Orientais da Igreja do século VI, sempre usam esta mesma denominação. São Gregório, o Teólogo, usa o termo “Ortodoxia Sofredora” (Sermão 6 de Gregório o Teólogo).

Depois do Sexto Concílio Ecumênico, quando surgiram discussões sobre a veneração das imagens (ícones) e, desse modo, sobre as formas externas da veneração a Deus, o conceito de “Ortodoxia” se ampliou a todo o ciclo de teologia cristã e ofícios religiosos. Antes da separação das Igrejas, a “Ortodoxia”, ou a “Verdadeira Glorificação”, se pensava como um caráter necessário de verdadeiro cristianismo, tanto no Oriente como no Ocidente, isto é, todos os que queriam seguir a Igreja de Cristo sem erros eram “ortodoxos”. Quando deu a separação da Igreja Romana da unidade da Igreja, ambos conceitos clássicos, digamos melhor, eclesiásticos antigos: a) “Ortodoxo” e b) “Católico-universal”, se conservaram no Oriente e no Ocidente, porém se conservaram de maneira que, um dominou aqui e o outro lá.

São Gregório, o Teólogo (+390)

Cada um fez seu estandarte da Igreja: no Oriente, “Ortodoxia” é a preocupação antes de tudo de guardar a pureza da fé; no Ocidente se usa o termo “Católico” como “universalidade” ou o “Catolicismo” como expressão da idéia de difusão mundial para todos. O nome da Igreja Cristã como “Católica” ficou mais identificada nos paises ocidentais relacionando-a com a Igreja de Roma. Não obstante, nenhum ortodoxo duvida que é verdadeiramente católico, porque no Oriente, tal como está mencionado no Credo que rezamos em cada Divina Liturgia, se diz que nossa Igreja é “Católica”. No Oriente, porém, esta denominação conserva seu lugar na série de outras características necessárias da Igreja: “Una, Santa, Católica e Apostólica”, que recebeu no Segundo Concilio Ecumênico, ou seja, sem que uma destas notas tenha maior ou menor domínio sobre as demais. Somos, portanto, membros da Igreja Cristã, Católica Apostólica Ortodoxa.

Falando sobre o “ortodoxo” e o “não ortodoxo” é preciso explicar uma coisa mais. No primeiro milênio, antes do fato lamentável da separação das igrejas, tanto o Oriente como o Ocidente, receberam grande quantidade de particularidades que dependiam das causas não relacionadas com a fé, senão das condições geográficas e outras, da diferença de culturas grega e romana. A distancia entre o Ocidente e o Oriente, separados pelo Mar Mediterrâneo, impediam a uniformidade das formas de culto e outras facetas da vida eclesiástica. A língua grega, que dominava o Oriente, e o latim, que se tornou o idioma culto do Ocidente, aumentavam esta separação.

Assim apareceram, todavia, antes da separação de Roma nas duas partes da Igreja, uns traços especiais que não dependiam, na realidade, da conservação ou não da verdade. No segundo milênio, na medida em que estas marcas subsistiam se tornaram características de uma ou de outra confissão e, atualmente, com freqüência é necessário um esforço para definir se tal ou qual particularidade do espírito do catolicismo-romano ou ortodoxo é o resultado de causas etnográficas, lingüísticas ou outras.

Para nós, a ortodoxia está dada, tem seu conteúdo e forma constituídos. Porém, a religião é vida e a ortodoxia não constitui uma acumulação de respostas feitas a todas as perguntas. É, sobretudo, uma vivência tomada das experiências de outros que nos precederam na fé e que nos servem de fundamento para que nós mesmos realizemos nossas vidas segundo nossa convicção em Cristo e em sua Igreja.

Assim a Igreja tem demonstrado com atos a fé que está escrita em seu estandarte “Ortodoxia”. “Busquem antes de tudo o Reino de Deus e sua Verdade e tudo mais será dado por acréscimo” (Mt 6,33)

Fonte:

https://www.ecclesia.com.br/biblioteca/catequese/catecismo_da_igreja_ortodoxa1.html

ECCLESIA

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Algumas das MÁXIMAS DA VIDA CRISTÃ elaboradas pelo Pe. Thomas Hopko para meditarmos

Algumas das MÁXIMAS DA VIDA CRISTÃ elaboradas pelo Pe. Thomas Hopko para meditarmos:

-Reze como você puder, não como você acha que deve.

-Tenha uma regra de oração que você consiga observar com disciplina.

-Reze a Oração do Senhor muitas vezes por dia.

-Repita uma oração breve quando sua mente não estiver ocupada.

-Faça algumas prostrações quando você rezar.

-Leia bons livros, um pouco de cada vez.

-Cultive a comunhão com os santos.

-Faça o seu trabalho, depois o esqueça.

-Faça as coisas mais difíceis e penosas primeiro.

Espiritualidade Ortodoxa (perfil Facebook).

Fonte:

http://apantaortodoxias.blogspot.com/2019/05/algumas-das-maximas-da-vida-crista.html

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Santos Ícones

Do Capítulo VI, “Dimensões da Redenção,” da

Collected Works of Georges Florovsky, Vol. III:

Creation and Redemption (Nordland Publishing Company):

Belmont, Mass., 1976), pp. 209-212.

O PRIMEIRO DOMINGO DA GRANDE QUARESMA É O DOMINGO DA ORTODOXIA. Ele foi estabelecido como um dia memorial especial pelo Concilio de Constantinopla em 843. Ele comemora antes de tudo a vitória da Igreja sobre a heresia dos Iconoclastas: o uso e veneração dos Santos Ícones foi restaurada. Neste dia nós continuamos a cantar o tropário da Santa Imagem de Cristo: “Nós reverenciamos Tua sagrada Imagem, ó Cristo…”

Á primeira vista, pode parecer ser uma ocasião inadequada para comemorar a glória da Igreja e todos os heróis e mártires da Fé da Igreja. Não seria mais razoável fazer isto nos dias dedicados à memória dos grandes Concílios Ecumênicos ou dos Santos Padres da Igreja? A veneração do Ícone não é mais uma peça de um ritual e cerimonial externo? Um Ícone pintado não é justamente mais uma decoração, muito bonita de fato, e de diversas maneiras instrutiva, mas dificilmente um artigo de Fé? Esta é a opinião corrente, infelizmente largamente espalhada mesmo entre os próprios Ortodoxos. E é a responsável por um pesaroso decaimento da nossa arte religiosa. Nós usualmente confundimos Ícones com “pinturas religiosas”, e assim não encontramos dificuldade em usar as mais inadequadas pinturas como Ícones, mesmo nas nossas igrejas. Com excessiva freqüência nós simplesmente perdemos o significado religioso dos Santos Ícones. Nós esquecemos do verdadeiro e definitivo propósito dos Ícones.

Olhemos o testemunho de São João Damasceno — um dos primeiros e maiores defensores dos Santos Ícones na época da luta — o grande teólogo e poeta devocional da nossa Igreja. Em um de seus sermões em defesa dos Ícones ele diz: “Eu tenho visto a imagem humana de Deus e minha alma está salva”. É uma afirmação forte e mobilizadora. Deus é invisível, Ele vive na luz inaproximável. Como pode um homem frágil ver ou contemplar Ele? Porém, Deus Se manifestou na carne. O Filho de Deus, Que está no seio do Pai, “desceu do céu” e “Se fez homem”. Ele habitou entre os homens. Este foi o grande movimento do Amor Divino. O Pai Celestial foi movido pela miséria do homem e enviou Seu Filho porque Ele amava o mundo. “Deus nunca foi visto por alguém. O Filho Unigênito, Que está no seio do Pai, Este o fez conhecer.” (Jo. 1: 18). O Ícone de Cristo, Deus Encarnado, é um testemunho contínuo da Igreja para aquele mistério da Santa Encarnação, que é a base e substância de nossa fé e esperança. Cristo Jesus, nosso abençoado Senhor, é Deus Encarnado. Isto significa que desde a Encarnação Deus é visível. Pode-se ter agora uma verdadeira imagem de Deus. A Encarnação é uma identificação íntima e pessoal de Deus com o homem, com as necessidades e misérias do homem. O Filho de Deus “Se fez homem”, como afirma o Credo, “e por nós homens e para nossa salvação”. Ele tomou sobre Si os pecados do mundo, e morreu por nós pecadores na árvore da Cruz, e assim Ele fez da Cruz a árvore da vida para os fiéis. Ele Se tornou o novo e Último Adão. A Cabeça da nova e redimida humanidade. A Encarnação significa uma intervenção pessoal de Deus na vida do homem, uma intervenção do Amor e Misericórdia. O Santo Ícone de Cristo é um símbolo disto, mas muito mais do que um mero símbolo ou sinal. É também um eficiente sinal e recordação da presença em habitação de Cristo na Igreja, que é Seu Corpo. Mesmo em uma pintura comum há sempre algo da pessoa representada. Uma pintura não só nos lembra da pessoa, mas de alguma forma conduz a alguma coisa dela, isto é, “representa” a pessoa, ou seja, “torna ela presente de novo”. Isto é ainda mais verdade com a sagrada Imagem de Cristo. Como os professores da Igreja nos ensinaram — especialmente São Teodoro o Estudita, outro grande confessor e defensor dos Santos Ícones — um Ícone, em certo sentido, pertence á própria personalidade de Cristo. O Senhor está lá, nas Suas “Santas Imagens”.

Por isso, nem todo mundo tem permissão para fazer ou pintar um Ícone, se se tratar de verdadeiros Ícones. O pintor de Ícones deve ser um membro fiel da Igreja, e deve se preparar para sua tarefa sagrada com jejum e oração. Não se trata somente de uma questão de arte, ou de habilidade artística ou técnica. É um tipo de testemunho, uma profissão de fé. Pela mesma razão, a arte em si deve ser subordinada de todo o coração à regra da fé. Há limites para a imaginação artística. Existem certos padrões estabelecidos a serem seguidos. Em todo caso, o Ícone de Cristo deve ser executado de maneira a conduzir à verdadeira concepção de Sua pessoa, isto é, testemunhar a Sua Divindade, ainda que Encarnada. Todas estas regras foram mantidas por séculos na Igreja, e então elas foram esquecidas. Até mesmo descrentes foram autorizados a pintar ícones de Cristo nas igrejas, e assim certos ‘ícones’ modernos não são mais do que pinturas, nos mostrando somente um homem. Estas pinturas falham em ser “Ícones” em qualquer sentido próprio e verdadeiro, e cessam de ser testemunhas da Encarnação. Em tais casos, nós simplesmente “decoramos” nossas igrejas.

O uso dos Santos Ícones sempre foi uma das características mais distintivas da Igreja Ortodoxa Oriental. O Ocidente Cristão, mesmo antes do Cisma, tinha pouco entendimento desta substância dogmática e devocional da pintura de Ícones. No Ocidente ela significava simplesmente decoração. E foi sob influência ocidental que a pintura de Ícones também se deteriorou no Oriente Ortodoxo nos tempos modernos. O decaimento da pintura de Ícones foi um sintoma do enfraquecimento da fé. A arte dos Santos Ícones não é uma matéria neutra. Ele pertence à Fé.

Não deve haver risco, nem “improvisação” na pintura de nossas igrejas. Cristo nunca está sozinho, afirma São João Damasceno. Ele está sempre com Seus santos, que são Seus amigos para sempre. Cristo é a Cabeça, e os verdadeiros fiéis são o Corpo. Nas igrejas antigas o estado completo da Igreja Triunfante estava representado pictorialmente nas paredes. De novo, isto não era simplesmente uma decoração, nem era uma simplesmente uma história contada em linhas e cores para os ignorantes e iletrados. Era mais uma visão da realidade invisível da Igreja. A companhia toda do Céu estava representada porque ela estava presente ali, apesar de invisivelmente. Nós sempre oramos na Divina Liturgia, durante a Pequena Entrada, “que os Santos Anjos entrem conosco para servirem conosco…”. E nossa oração é, sem dúvida, atendida. Nós não vemos os Anjos, na verdade. Nossa visão é fraca. Mas é relatado que São Serafim costumava vê-los, pois eles estavam lá de fato. Os eleitos do Senhor os vêem e a Igreja Triunfante. Ícones são sinais desta presença. “Quando nós estamos no templo de Tua glória, nós os vemos nos Céus”.

Assim, é bastante natural que no Domingo da Ortodoxia nós devamos celebrar não somente a restauração da veneração dos Ícones, mas comemorar também o glorioso corpo de testemunhas e fiéis que professaram sua fé, mesmo ao custo de sua segurança, prosperidade e a própria vida mundana. É o grande dia da Igreja. De fato, nesse dia nós celebramos a Igreja do Verbo Encarnado: nós celebramos o Amor redimidor do Pai, o Amor Crucificado do Filho, e o Companheirismo do Espírito Santo, tornados visíveis na companhia toda dos fiéis, que já entraram no Repouso Celeste, na alegria Permanente do Senhor e Mestre deles. Santos Ícones são nossas testemunhas do Reino que há de vir, e já presente.

Folheto Missionário número P095w

Copyright © 2005 Holy Trinity Orthodox Mission

466 Foothill Blvd, Box 397, La Canada, Ca 91011

Redator: Bispo Alexandre Mileant

Fonte:

http://www.fatheralexander.org/booklets/portuguese/ikons_florovsky_p.htm

FATHER ALEXANDER


Mateus - Bíblia Sagrada


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Paróquias em Portugal: 
Lisboa, O Porto, Faro, Setúbal, Cascais, Ilha da Madeira, Évora, Lagos, Elvas, Portimão, Coimbra, Braga, Aveiro

Lisboa

Comunidade de Todos os Santos.
Diacono: Gregorio Boblienko.
Responsável: Jorge Divisa.
Secretário: Miguel Oliveira.
Celebrações:
Sexta-feira 18.00 – confissão; Sábado 18.45 – oração pelos defuntos, 19:00 – vésperas;
Domingo 09:00 – celebração da manhã, 11:00 – Divina liturgia, 13:00 – almoço, 14.00 – catequese.
Celebram-se tambem as festas.
Domingo 9.45-11.00 – escola dominical para crianças.
Terça-feira 19.00 – aulas bíblicas.
Quinta-feira 19.00 – aulas de português.
Enderêço: rua Museu de Artilharia, 1, capela da Boa Nova (perto da estação Santa Apolonia). Estação do metro: Santa Apolonia.
Mapa: http://www.portugal.mid.ru/0img/mapa.jpg
Tel: (+351) 966704258 (diacono Gregorio); 967777950 (responsável); 916519128 (secretário).
E-mail : orthodoxportugal@mail.ru
Twitter: orthodoxlisbon.

O Porto

Paróquia dos Novos Mártires Russos.
Pároco: pe. Alexandro Pisqunov.
Responsável: Yuriy Pogorelov.
Enderêço: Rua Alexandre Herculano 123.
Celebrações: Domingo 10.00 – confissões, 11:00 – Divina liturgia. Depois da liturgia – áulas teológicas.
Tel: (+351) 962267290 (pároco); 962080817 (responsável).
E-mail: ypogorel@fc.up.pt (responsável).

Faro

Paroquia da santa Xênia de SãoPetersburgo.
Pároco: pe. João Gherbovetchi.
Celebrações: Sábado 19:30 – oração pelos defuntos, 20:00 – vésperas;
Domingo 8:00 – celebração da manhã, 10:00 – Divina liturgia.
Celebram-se tambem as festas.
Quarta-feira 20:00 – aulas bíblicas.
Enderêço: Rua General Teofilo da Trindade (a frente do hotel «Dom Bernardo»).
Tel: (+351) 967383330 (pároco).
Е-mail: pr.ioan@mail.ru

Setúbal

Paróquia do Santo Apóstolo André.
Pároco: pe. Oleg Kiaburo.
Ajudante: Igor Khashin.
Celebrações: Sexta-feira 19.00 – oração; Sábado 19:00 – vésperas; Domingo 10:00 – Divina liturgia.
Enderêço: Rua Professor Bento de Jesus Caraça, 77
Igreja Nossa Senhora da Conceição.
Tel: (+351) 968869970, 265525335 (pároco); 960357114 (ajudante).
E-mail: hashiniv@mail.ru
Web: http://orthodoxsetubal.wix.com/apostolandrei

Cascais

Paróquia de São Juão Crisóstomo.
Pároco: pe. João Gherbovetchi.
Celebrações: Sábado 19:30 – oração pelos defuntos, 20:00 – vésperas; Domingo 08:00 – celebração da manhã, 10:00 – Divina liturgia.
Enderêço: Travessa da Conceição (capela perto do hotel «Albatroz»).
Тел: (+351) 967383330 (pároco).

Ilha da Madeira

Paróquia do São Spiridone.
Enderêço: capela Santa Catarina no parque Santa Catarina.
Responsável: 968589150 (Larissa).

Évora

Comunidade dos Apostolos Pedro e Paulo. Avenida de Lisboa, igreja de São Sebastião.
Celebrações: primeiro Domingo e terceiro Sábado do mês.

Lagos

Celebrações não regulares.
Enderêço: Igreja da Nossa Senhora dos Aflitos (E.N.125, perto do aeródromo).

Elvas

Celebrações não regulares.
Enderêço: capela de São Lourenço.
Responsável: (+351) 963988108 (Inna).

Portimão

Celebrações não regulares.
Enderêço: praça da Alameda, Igreja do Colegio.

Coimbra

Celebrações não regulares.
Enderêço: Faculdade das Letras da Univercidade de Ciombra.
Responsavel: (+351) 963990801 (doutor Vladimir Pliasov).

Açores

Capela ortodoxa de São Profeta Ionas.
Ilha da Graciosa, Canada das Xixaras, 5.
Celebrações não regulares.
Responsável: (+351) 964414297 (Helena Zhuravska).
E-mail: heljura@sapo.pt

Braga

Celebrações: segundo e quarto Sábado de cada mês.
Rua Cardoso Avelino, 7, capela São Miguel-o-Anjo.

Aveiro

Primeiro e terço Sábado de cada mês.
Campus Universitário de Santiago, capela da Nossa Senhora de Ajuda.

Fonte:

http://www.orthodoxportugal.org/pt/

http://www.orthodoxportugal.org/pt/?page_id=7

ORTHODOX PORTUGAL



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Igreja Ortodoxa Russa Diocese de Korsoun

http://www.orthodoxportugal.org/pt/

Comunidade de Todos os Santos

Lisboa, Portugal


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Catedral Ortodoxa de Sao Paulo, Brasil

A Catedral Ortodoxa de Sao Paulo está localizado na área central da cidade de São Paulo, Brasil. Esta lado do metrô Paraiso, onde as linhas de metrô verde e azul se encontram, pouco antes do início da Avenida Paulista.

A Catedral Ortodoxa de São Paulo foi feita pela comunidade libanesa-brasileira, construída em 1940 e foi inaugurado em 1954 para o aniversário de 400 anos da cidade de São Paulo. A catedral é um exemplo de arquitetura bizantina, inspirada na Hagia Sophia em Istambul, Turquia.

Arquitetura e única da catedral, com sua cúpula dourada é um dos marcos da cidade. O interior da catedral é lindamente decorado e apresenta importantes pinturas, vitrais, que são considerados obras de arte, fileiras de colunas de mármore que são estilo coríntio e muitas imagens de santos em toda a igreja.

A catedral está aberta ao público e excursões a igreja podem ser agendadas por telefone. Está aberto de segunda a sexta das 09:00 às 18:00 h, sábado das 10:00 às 13:00 e massa é aos domingos às 10:30.

Informações:
Telefone: (11) 5549.8146 / 5579.3835
Email: falecom@catedralortodoxa.com.br

Localização
Catedral Ortodoxa de Sao Paulo
Rua Vergueiro, 1515
Paraiso – Sao Paulo, SP – Brasil
Metro: Paraiso estação de metro na Linha 1-Azul e Linha 2-Verde (Ver Mapa de Metro)



Fonte:


BRAZIL MY COUNTRY



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A Ortodoxia

 Em Fé Ortodoxa – Bispo Alexander

É a autêntica religião cristã pregada pelo Nosso Senhor Jesus Cristo, transmitida pelos Apóstolos aos seus sucessores e aos fiéis e preservada zelosamente na sua pureza pela Igreja Ortodoxa através dos séculos.

É a doutrina certa e justa, compreendida, sem reduções nem acréscimos, nas Sagradas Escrituras, na Tradição e nos Sete Concílios Ecuménicos.

É a doutrina ensinada e pregada pela Igreja Ortodoxa para glorificar a Deus e salvar as almas, segundo a vontade de Cristo.

Chama-se ORTODOXIA a doutrina que observa os ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo, reverenciados e transmitidos pela Igreja Ortodoxa.

Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica

A Igreja Ortodoxa é a sociedade, baseada na fé dos doze Apóstolos, dos fiéis cristãos que obedecem aos pastores canónicos e vivem unidos pelos elos da Doutrina, das Leis de Deus, da Hierarquia divinamente instituída e da prática dos Sacramentos.

A Igreja Ortodoxa professa a Doutrina autêntica de Nosso Senhor Jesus Cristo, tal e qual nos foi revelada e exercida pelos Apóstolos no primeiro século da era cristã, na Palestina e nas cidades de Jerusalém, Damasco e Antioquia. Esta doutrina obedece aos mandamentos, procede de acordo com a vida da Graça que Cristo nos legou por Sua morte e edificou pelos sacramentos; crê na vida eterna, observa os ensinamentos dos Sete Concílios Ecuménicos e persiste estreitamente unida aos seus pastores, bispos e demais sacerdotes ortodoxos, continuadores em linha recta da obra dos Apóstolos. Reconhece como Chefe Único da Igreja, sem representantes ou legatários, Nosso Senhor Jesus Cristo, que nos dirige, ensina e eleva. É depositária da Doutrina de Nosso Senhor Jesus Cristo e prossegue em todo o mundo a Sua obra de amor e Salvação. Ensina as verdades nas quais devemos crer firmemente, os deveres que havemos de cumprir e os meios a aplicar para nos moralizar e santificar.

A Igreja Ortodoxa Oriental reúne as quatro características que distinguem a Verdadeira Igreja: Una, Santa, Católica e Apostólica. Durante vinte séculos, manteve inalteráveis os sacramentos, as próprias doutrinas e os mesmos pastores que são sucessores dos Apóstolos. A designação Ortodoxa procede do facto de ela crer e ensinar correctamente a doutrina do Cristo. Conservou-se exemplarmente na doutrina, desde a pregação de Nosso Senhor Jesus Cristo, até aos dias de hoje. A primazia de honra da Igreja é desempenhada pelo Patriarca Ecuménico de Constantinopla.

Deus prometeu à Sua Igreja a assistência do Espírito Santo e a Sua união com ela até a consumação dos séculos, a fim de não cair no erro nem falhar nos seus ensinamentos.

A Sagrada Escritura e a Santa Tradição

As fontes de onde se extrai a Fé Ortodoxa são: a Sagrada Escritura e a Santa Tradição.

A Sagrada Escritura é a Doutrina de Deus revelada ao género humano por intermédio dos patriarcas, dos profetas e dos apóstolos, e está consignada no Antigo e no Novo Testamentos.

Ao lermos a Sagrada Escritura, as palavras dos profetas e dos apóstolos penetram nos nossos corações como se fossem verdades proferidas pelos próprios lábios desses santos homens, apesar dos séculos e milénios decorridos desde a data do registro dessas obras divinas.

O mais antigo meio de divulgação da Revelação Divina foi a Santa Tradição. Desde os tempos do primeiro homem, Adão, até Moisés, não havia nenhuma Sagrada Escritura. Nosso Senhor Jesus Cristo, o próprio Salvador, transmitiu aos Apóstolos os seus divinos ensinamentos através de sermões e parábolas, e não por meio de livros. Assim, no começo, procederam os Santos Apóstolos que divulgaram, oralmente, as Verdades Divinas, edificando deste modo as bases da Santa Igreja. A razão do registro da Sagrada Escritura foi para conservar, de maneira precisa e inalterável, a Revelação Divina.

A Santa Tradição é o conjunto de verdades reveladas por Deus, mas não consignadas na Sagrada Escritura; são transmitidas oralmente de geração em geração. Hoje, encontramo-la divulgada, por escrito ou por símbolos, nos concílios, liturgias, costumes, monumentos, pinturas, leis eclesiásticas, bem como através de sentenças e epístolas ensinadas pelos Santos Pais da Igreja.

Em resumo, a Tradição Apostólica encontra-se manifestada:

a) nos Sete Concílios Ecuménicos;

b) nas Obras Cristãs dos Santos Pais da Igreja

c) no Símbolo dos Apóstolos;

d) no Símbolo Niceno-Constantinopolitano;

e) no Símbolo de Santo Anastácio;

f) na Liturgia da Igreja;

g) nos monumentos, pinturas e arqueologia cristãos;

h) nos livros simbólicos da Ortodoxia:

1 – a confissão ortodoxa de Pedro Moghila;
2 – a confissão ortodoxa de Dositeu, Patriarca de Jerusalém, 1672; e
3 – o catecismo de Filareto de Moscovo.
i) no magistério permanente da Igreja;

j) na legislação eclesiástica; e

l) nos costumes e usos cristãos.

Mesmo que tenhamos a Sagrada Escritura, devemos seguir a Santa Tradição, que está directamente ligada a ela e unida à Revelação Divina. A própria Sagrada Escritura no-lo ensina: “Então, irmãos, sede firmes e conservai as tradições que lhes foram ensinadas, seja por palavras, seja por epístolas” (Tes 2:15).

As diferenças Doutrinais entre a Igreja Ortodoxa e a Romana

A diferença fundamental é a questão da infalibilidade papal e a pretensa supremacia universal da jurisdição de Roma, que a Igreja Ortodoxa não admite, pois ferem frontalmente a Sagrada Escritura e a Santa Tradição.

Existem, ainda, outras distinções, abaixo relacionadas em dois grupos básicos:

a) diferenças gerais; e

b) diferenças especiais.

Para termos uma ideia dessas diferenças, vejamos o seguinte esquema, de cuja leitura se infere uma possibilidade de superação, quando pairar acima das paixões o espírito de fraternidade que anima o trabalho dos verdadeiros cristãos.

Diferenças Gerais:

São dogmáticas, litúrgicas e disciplinares.

-A Igreja Ortodoxa só admite sete Concílios, enquanto a Romana adopta vinte.
-A Igreja Ortodoxa discorda da procedência do Espírito Santo do Pai e do Filho; unicamente do Pai é que admite.
-A Sagrada Escritura e a Santa Tradição representam o mesmo valor como fonte de Revelação, segundo a Igreja Ortodoxa. A Romana, no entanto, considera a Tradição mais importante que a Sagrada Escritura.
-A consagração do pão e do vinho, durante a missa, no Corpo e no Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, efectua-se pelo Prefácio, Palavra do Senhor e Epíclese, e não pelas expressões proferidas por Cristo na Última Ceia, como ensina a Igreja Romana.
-Em nenhuma circunstância, a Igreja Ortodoxa admite a infalibilidade do Bispo de Roma. Considera a infalibilidade uma prerrogativa de toda a Igreja e não de uma só pessoa.
-A Igreja Ortodoxa entende que as decisões de um Concílio Ecuménico são superiores às decisões do Papa de Roma ou de quaisquer hierarcas eclesiásticos.
-A Igreja Ortodoxa não concorda com a supremacia universal do direito do Bispo de Roma sobre toda a Igreja Cristã, pois considera todos os bispos iguais. Somente reconhece uma primazia de honra ou uma supremacia de facto (primus inter pares).
-A Virgem Maria, igual às demais criaturas, foi concebida em estado de pecado original. A Igreja Romana, por definição do papa Pio IX, no ano de 1854, proclamou como “dogma” de fé a Imaculada Concepção.
-A Igreja Ortodoxa rejeita a agregação do “Filioque,” aprovado pela Igreja de Roma, no Símbolo Niceno-Constantinopolitano.
-A Igreja Ortodoxa nega a existência do limbo e do purgatório.
-A Igreja Ortodoxa não admite a existência de um Juízo Particular para apreciar o destino das almas, logo após a morte, mas um só Juízo Universal.
-O Sacramento da Santa Unção pode ser ministrado várias vezes aos fiéis em caso de enfermidade corporal ou espiritual, e não somente nos momentos de agonia ou perigo de morte, como é praticado na Igreja Romana.
-Na Igreja Ortodoxa, o ministro habitual do Sacramento do Crisma é o Padre; na Igreja Romana, o Bispo, e só extraordinariamente, o Padre.
-A Igreja Ortodoxa não admite a existência de indulgências.
-No Sacramento do Matrimónio, o Ministro é o Padre e não os contraentes.
-Em casos excepcionais, ou por graves razões, a Igreja Ortodoxa acolhe a solução do divórcio.
-São distintas as concepções teológicas sobre religião, Igreja, Encarnação, Graça, imagens, escatologia, Sacramentos, culto dos Santos, infalibilidade, Estado religioso…

Diferenças especiais:

Além disso, subsistem algumas diferenças disciplinares ou litúrgicas que não transferem dogma à doutrina. São, nomeadamente, as seguintes:

1-Nos templos da Igreja Ortodoxa só se permitem ícones.
2-Os sacerdotes ortodoxos podem optar livremente entre o celibato e o casamento.
3-O baptismo é por imersão.
4-No Sacrifício Eucarístico, na Igreja Ortodoxa, usa-se pão com levedura; na Romana, sem levedura.
5-Os calendários ortodoxo e romano são diferentes, especialmente, quanto à Páscoa da Ressurreição.
6-A comunhão dos fiéis é efectuada com pão e vinho; na Romana, somente com pão.
7-Na Igreja Ortodoxa, não existem as devoções ao Sagrado Coração de Jesus, Corpus Christi, Via Crucis, Rosário, Cristo-Rei, Imaculado Coração de Maria e outras comemorações análogas.
8-Processo da canonização de um santo é diferente na Igreja Ortodoxa; nele, a maior parte do povo participa no reconhecimento do seu estado de santidade.
9-Existem, somente, três ordens menores na Igreja Ortodoxa: leitor, acólito e sub-diácono; na Romana, quatro: ostiário, leitor, exorcista e acólito.
10-O Santo Mirão e a Comunhão na Igreja Ortodoxa efectuam-se imediatamente após o Baptismo.
11-Na fórmula da absolvição dos pecados no Sacramento da Confissão, o sacerdote ortodoxo absolve não em seu próprio nome, mas em nome de Deus – “Deus te absolve de teus pecados”; na Romana, o sacerdote absolve em seu próprio nome, como representante de Deus – “Ego absolvo a peccatis tuis….”
12-A Ortodoxia não admite o poder temporal da Igreja; na Romana, é um dogma de fé tal doutrina.

Os Dez Mandamentos

A Santa Igreja Católica Apostólica Ortodoxa conservou os dez mandamentos da Lei de Deus na sua forma original, sem a menor alteração. O mesmo não sucedeu com o texto adoptado pela Igreja Católica Apostólica Romana, no qual os dez mandamentos foram arbitrariamente alterados, tendo sido totalmente eliminado o segundo mandamento e o último dividido em duas partes, formando dois mandamentos distintos. Esta alteração da Verdade constitui um dos maiores erros teológicos desde que a Igreja Romana cindiu a união da Santa Igreja Ortodoxa no século XI. Esta modificação nos dez mandamentos, introduzidos pelos papas romanos, foi motivada pelo Renascimento das artes. Os célebres escultores daquela época tiveram um amplo leque de actividades artísticas, originando obras de grande valor. Não obstante, as esculturas representando Deus, a Santíssima Virgem Maria, os santos e os anjos estavam em completo desacordo com o segundo mandamento de Deus. Havia, pois, duas alternativas, ou impedir a criação de estátuas ou suprimir o segundo mandamento. Os papas escolheram esta última solução, caindo em grave erro.

O que significa ser Ortodoxo

É ortodoxo quem pertence à sociedade dos fiéis cristãos que, unidos pela fé ortodoxa, seguem os ensinamentos e a doutrina da Igreja Ortodoxa e obedecem aos seus Pastores em tudo o que é concernente à Glória de Deus e à Salvação da alma.
É ortodoxo quem vive a fé e pratica as virtudes pregadas pela Igreja Ortodoxa, à qual passou a pertencer por meio do Baptismo ministrado por seus sacerdotes; quem assiste nas Igrejas Ortodoxas a todas as cerimónias, recebe os sacramentos, escuta a voz de Deus através dos pastores e empenha-se em viver do culto e da Graça derramada sobre todos os crentes.
É ortodoxo quem ama o Verdadeiro Deus e ama a Jesus Cristo e a Sua doutrina, conforme o ensina a Santa Igreja Católica Apostólica Ortodoxa.
Em outra ordem de considerações, é chamado ortodoxo aquele que crê rectamente (a palavra grega “ortodoxia” significa Doutrina Recta).

A fundação da Igreja Ortodoxa

Fundada por Cristo sobre a fé de seus doze Apóstolos, a Igreja Ortodoxa nasceu no ano 33 da era cristã, dia de Pentecostes, quando o Espírito Santo apareceu aos Apóstolos reunidos no Cenáculo como línguas de fogo. A Igreja Cristã Ortodoxa nasceu com Cristo e seus Apóstolos e não com Fócio no ano 858, nem com Miguel Cerulário, em 1054, como equivocada e erroneamente alguns propagam.

A Igreja Ortodoxa surgiu na Palestina com Jesus Cristo, expandiu-se com os Apóstolos e edificou-se sobre o sangue dos mártires. Não teve a sua origem na Grécia ou noutra região ou país que não seja a Palestina. Ela não morre, porque vive e descansa em Cristo e tem a promessa divina de que existirá até o fim dos séculos. Em vão os seus inimigos e todos os corifeus da impiedade tentaram destruí-la, negá-la, perseguí-la. À semelhança de seu Divino Mestre e fundador Nosso Senhor Jesus Cristo, a Igreja Ortodoxa, desde o seu nascimento, tem padecido e sofrido terríveis perseguições debaixo do jugo do Império romano, passando pelo muçulmano e turco, até nossos dias. O sangue de uma infinidade de mártires tem selado e provado ao mundo a sublimidade do seu amor, a perfeição e a veracidade da sua doutrina divina. Apesar de todas as campanhas, sempre subsistiu e triunfou. Vive e viverá eternamente em Cristo e, confiante, seguirá com Suas palavras: “Eu estarei convosco até a consumação dos séculos, e as portas do inferno não prevalecerão contra Ela.”

Foi na cidade de Antioquia onde os primeiros crentes em Jesus Cristo começaram a chamar-se, pela primeira vez, Cristãos, denominação que usamos até hoje (At XI,26). Logo após, a prédica cristã chegou até Roma, capital do Império Romano, onde o Apóstolo São Paulo formou a primeira comunidade cristã, constituída por várias famílias que ele enumera e saúda na sua Epístola aos Romanos, Capítulo XVI. Da cidade de Roma, o Evangelho foi propagado por todo o Ocidente e outras partes do mundo.

Os bispos exerciam a administração dos cristãos; aquele que mais autoridade tinha na sua região usava o título de Patriarca. Eram cinco os Patriarcas que o mundo cristão tinha nos primeiros séculos: o de Roma, o de Constantinopla, o de Alexandria, o de Antioquia e Jerusalém. Todos eles, com iguais direitos, eram independentes na administração das suas respectivas regiões e, iguais entre si, considerando-se o

primeiro entre iguais “primus inter pares,” o Patriarca de Roma, pela condição de ser a capital do Império (I Concílio Ecuménico, art. 6; II Concílio Ecuménico, art. 3; IV Concílio Ecuménico, art. 28; VI Concílio Ecuménico, art.36). A mais alta autoridade da Igreja Cristã era, e ainda continua a sê-lo, o Concílio Ecuménico, cujas decisões são obrigatórias para toda a Igreja.

O triunfo do Cristianismo teve lugar no terceiro século após a morte de Cristo, motivado pela paz decretada por Constantino, Imperador de Roma. Até então, o Cristianismo vivia nas catacumbas, locais onde eram celebrados todos os actos religiosos e se aprendia a religião de Cristo (Actos dos Apóstolos). Desde aquela era, a Igreja segue o seu caminho através do mundo, pregando a doutrina de Jesus Cristo.

A separação das Igrejas Ortodoxa e Romana

Em primeiro lugar devemos realçar que a Igreja Ortodoxa nunca se separou de nenhuma outra Igreja. Ela permanece em linha recta desde Nosso Senhor Jesus Cristo e seus Apóstolos. Jamais se afastou, através dos séculos, da autêntica e verdadeira doutrina ensinada pelo Divino Mestre. Dela separaram-se outras Igrejas, mas ela não se afastou nunca de ninguém ou da linha recta traçada por Jesus Cristo. A Igreja Ortodoxa é una, ontem, hoje e amanhã – é sempre a mesma. Cristo assinalou-lhe o caminho a seguir, e ela observou-o e cumpriu-o sem se afastar nunca do mandato de Cristo.

Triste e doloroso acontecimento na Igreja de Cristo foi a separação das Igrejas Ortodoxa e Romana, que por mil anos permaneceram unidas. São múltiplas e complexas as causas; psicológicas, políticas, culturais, disciplinares, litúrgicas e, até dogmáticas. Todavia, é bem certo e historicamente demonstrado que a separação definitiva não se processou com o Patriarca Fócio, no século IX, nem com o Patriarca Miguel Celurário, no século XI (1054). Apesar das divergências havidas entre ambas as Igrejas, principalmente a questão do Filioque e dos Búlgaros, a unidade foi mantida. Os Patriarcas Orientais e Ocidental permaneceram em comunhão, pelo menos parcial e, mesmo em Constantinopla, as Igrejas e mosteiros latinos continuaram a existir.

A divisão foi efectuada durante vários séculos. A origem desse facto histórico teve como verdadeira causa a pretensão de Carlos Magno (século VIII – ano 792) de contrair casamento com a Princesa Irene de Bizâncio e não conseguir seu objectivo. Ressentindo-se com a recusa, atacou os orientais, atribuindo-lhes erros que não tinham, nos livros chamados Carolinos, apoiado pelos teólogos da corte de Aix-la-Chapelle. Essa atitude prejudicou profundamente a vida entre ambas as Igrejas, não obstante haver o próprio Papa desaprovado a ocorrência.

A ruptura definitiva e verdadeira produziu-se na época das Cruzadas, que foram totalmente nefastas para as relações entre as duas partes da Cristandade. Os bispos orientais foram substituídos por latinos. O golpe de graça nos vestígios de unidade que ainda existiam foi dado, principalmente, pela famosa Quarta Cruzada, em 1198. A armada veneziana, que transportava os Cruzados para a Terra Santa, desviou-se até Constantinopla, e cercou a “Cidade Guardada por Deus.” Relíquias, museus, obras de arte, e tesouros bizantinos, saqueados pelos Cruzados para a Terra Santa, enriqueceram, inteiramente, todo o Ocidente. Até um patriarca veneziano, Tomás Marosini, se apossou do assento de Fócio, de acordo com o Papa Inocêncio III.

A mentalidade do século XX, mesmo no Ocidente, não pode deixar de recordar-se com profunda revolta e indignação, dos actos dos cruzados contra os fiéis da Ortodoxia neste infeliz Oriente, mormente em Constantinopla, no ano de 1204, quando lançaram o Imperador Alexe V do cume do Monte Touros, matando-o. Destituíram o Patriarca legalmente escolhido, João e, no seu lugar, colocaram um cidadão de nome Tomás Marosini. Em Antioquia, no ano de 1098, despojaram o Patriarca legítimo, João e, no seu lugar, colocaram um de nome Bernard. Em Jerusalém, compeliram o Patriarca legal, Simão, a afastar-se da Sé e substituíram-no por um chamado Dimper.

Os abusos dos cruzados devem ser considerados, no mínimo, actos de inimizade, além de violação do direito. Vieram ao Oriente, alegando a “salvação dos lugares santos das mãos dos muçulmanos árabes,” mas o objectivo era bem outro. Quando passaram por Constantinopla e a ocuparam na terça-feira, 13 de abril de 1204, depois de um cerco mortífero que durou sete meses, ficaram deslumbrados com sua civilização e riquezas, atacaram os seus habitantes, assaltaram os seus museus e lojas, roubaram os seus palácios e igrejas, destruíram a nobre cidade do Bósforo e incendiaram-na, depois de praticarem actos de rapina e pilhagem, não deixando nenhum objecto de valor ou utensílio de utilidade doméstica.

Os cruzados permaneceram em Constantinopla de 1204 a 1261, quando foram obrigados a evacuá-la, no dia 15 de agosto, festa da Assunção de Nossa Senhora, pelo General Alexe Estratigopolos, sob o governo do Imperador Miguel Paleólogos, que reconquistou a Capital. Depois, os cruzados foram definitivamente aniquilados na Palestina em 1291.

O cisma estava consumado e, apesar dos desejos e dos esforços conjugados nesse sentido, não houve nenhuma possibilidade de sanar a ruptura até ao dia de hoje. A esperança de união não conseguiu converter-se em feliz realidade, como todos apelavam. Essa ânsia motivou três concílios: de Bai, Apúlia, em 1098; de Leão, em 1274; e de Florença, entre 1438 e 1439. Infelizmente, porém, não se conseguiu, em nenhum deles, a ansiada união de todos os cristãos numa única Igreja, debaixo de uma só autoridade: Cristo. Somente Deus e as orações farão possível a união de ambas as Igrejas. Todos os esforços que se realizam actualmente em todo o mundo serão em vão e condenados ao fracasso se não se apoiarem na oração e no sacrifício. É necessário, inicialmente, que se eliminem e desapareçam totalmente os ataques, as pregações condenatórias e o tratamento de hereges e cismáticos prodigalizados, abundantemente, pela Igreja de Roma contra a Igreja Ortodoxa. (Após o último Concílio Ecuménico de Roma, cessaram os ataques contra a Igreja Ortodoxa e aos demais cristãos). É absolutamente imprescindível reconhecer que a Igreja Ortodoxa não é uma ovelha desgarrada que vive no erro e nas trevas. Pedimos a Deus para que as palavras de Cristo, “um só rebanho guiado por um só pastor,” sejam um dia, uma feliz realidade.

A Fidelidade Ortodoxa e a salvaguarda incólume da Fé

A Igreja Ortodoxa manteve sem acréscimos nem reduções a Lei que lhe foi confiada. Em três ocasiões, São Paulo recomendou ao discípulo Timóteo que mantivesse a fé, incólume e imaculada, tal como a recebera, dizendo-lhe:

“Eu te exorto diante de Deus… que guardes este mandamento sem mácula nem repreensão até a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo” (I: VI-13 e 14).
“Timóteo! Guarda o que te foi confiado, evitando conversas vãs e profanas e objecções da falsa ciência, a qual tendo alguns professado, se desviaram da fé” (I: VI-20 e 21).
“Conserva o modelo de sãs palavras que de mim ouviste na fé e no amor que há em Cristo Jesus. Guarda o bom depósito com o auxílio do Espírito Santo que habita em nós” (II: I-13 e 14).
Um comentador das Epístolas apresentou o seguinte conceito:

Quem recebe um depósito, cumpre restituí-lo à pessoa que lho confiou. Um depósito não é propriedade do depositário; este deve repô-lo, completo, sem reduções nem modificações. O depósito, que é a fé, é muito precioso por constituir o direito de Deus, revelado à humanidade. Cabe a todo crente e, especialmente, aos mestres, que sejam fiéis na guarda desse depósito e transmiti-lo incólume e sem alterações àqueles que lhes sucederão.

Timóteo, o discípulo dilecto do Apóstolo São Paulo que o sagrou Bispo de Éfeso, cidade situada no coração fervilhante da Anatólia, era igual aos primazes orientais, guardiães dos conselhos dos mestres, que os transmitiram aos sucessores sem nenhuma alteração. Os estudiosos da história do Oriente e os pesquisadores da verdade reconhecem que os homens do Oriente zelam com todo o rigor pelo que se lhes confia, mormente quando o objecto confiado é uma questão de fé, relacionada com o que representa as contas a serem prestadas no Dia do Julgamento.

Éfeso, que teve em Timóteo o seu primeiro bispo, permaneceu durante longo tempo como a vanguarda do cristianismo. Nela se realizou o VI Concílio Ecuménico. Os seus numerosos bispos contribuíram para a grandeza da Igreja, que deles se orgulha através dos séculos. O Bispo Marcos, um dos seus sábios prelados, de atitudes nobres e corajosas na defesa do cristianismo, compareceu ao Concílio de Florença, em 1439, batendo-se quase sozinho, sem medo e sem vacilação, com a maioria constituída de antagonistas, em defesa da fé confiada pelos seus antecessores.

O bispo Marcos não era, no Oriente, o único prelado íntegro e leal, zeloso pela pureza da fé; Como ele existiram numerosas e nobres personalidades. Assim, todas as deliberações dos Concílios Ecuménicos, arquivadas pela Igreja Ortodoxa, sem acréscimos ou reduções, foram a maior prova e o mais santo testemunho da conservação da fé, sã e intacta, na Igreja do Oriente.

Missionary Leaflet #

Holy Protection Russian Orthodox Church

2049 Argyle Ave. Los Angeles, California 90068

Editor: Bishop Alexander (Mileant)

Fonte:

http://www.fatheralexander.org

http://ww.fatheralexander.org/page23.htm

http://www.fatheralexander.org/booklets/portuguese/a_ortodoxia.htm

EM FÉ ORTODOXA – BISPO ALEXANDER


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Homilia de Navidad 
de San Juan Crisóstomo (+407)

¡Me sorprende un nuevo y maravilloso misterio!

Mis oídos resuenan ante el himno de los pastores, que no entonan una melodía suave sino un himno celestial ensordecedor.

¡Los ángeles cantan!

¡Los Arcángeles unen sus voces en armonía!

¡Los Querubines entonan sus alabanzas llenas de gozo!

¡Los Serafines exaltan Su gloria!

Todos se unen para alabar en esta santa festividad, sorprendiéndose ante el mismo Dios aquí… en la tierra y el hombre en el cielo. Aquel que está arriba, por nuestra salvación reposa aquí abajo; y nosotros, que estábamos abajo somos exaltados por la divina misericordia.

Hoy Belén se asemeja a los cielos, escuchando desde las estrellas el canto de las voces angélicas y, en lugar del sol, presencia la aparición del Sol de la Justicia. No pregunten como es esto, porque donde Dios desea, el orden de la naturaleza es cambiado. Porque Él quiso, tuvo el poder para descender. Él salvó. Todo se movió en obediencia a Dios.

Hoy, Aquel que es, nace. Y Aquel que es, se convierte en lo que no era. Porque cuando era Dios, se hizo hombre sin dejar de ser Dios…

Y así los reyes llegaron, viendo al Rey celestial que vino a la tierra, sin traer ángeles, ni arcángeles, ni tronos, ni dominaciones, ni poderes, ni principados, sino iniciando un nuevo y solitario camino desde un seno virginal. Y sin embargo no olvidó a sus ángeles, no los privó de su cuidado, porque por su encarnación no ha dejado de ser Dios.

Y, miren: los reyes han llegado, para servir al Jefe de los ejércitos celestiales; las mujeres vienen a adorarlo, pues ha nacido de una mujer, para que cambie las penas del alumbramiento en gozo; las vírgenes, al hijo de la Virgen…

Los niños vienen a adorarlo pues se hizo niño, porque de la boca de los niños perfeccionará la alabanza; los niños, al niño que levantó mártires por la matanza de Herodes;

Los hombres a Aquel que se hace hombre para curar las miserias de sus siervos.

Los pastores, al Buen Pastor que da la vida por sus ovejas; los sacerdotes, a Aquel que se hace Sumo Sacerdote según el orden de Melquisedec.

Los siervos, a Aquel que tomó la forma de siervo, para bendecir nuestro servicio con la recompensa de la libertad (Fil 2:7);

Los pescadores, al Pescador de la humanidad;

Los publicanos, a Aquel quien estando entre ellos los nombró evangelistas;

Las mujeres pecadoras a Aquel que entregó sus pies a las lágrimas de la mujer arrepentida, y para que pueda abrazarlos también yo; todos los pecadores han venido, para poder ver al Cordero de Dios que carga con los pecados del mundo.

Por eso todos se regocijan, y yo también deseo regocijarme. Deseo participar de esta danza y de este coro, para celebrar esta fiesta. Pero tomo mi lugar, no tocando el arpa ni llevando una antorcha, sino abrazando la cuna de Cristo.

¡Porque ésta es mi esperanza!

¡Ésta es mi vida!

¡Ésta es mi salvación!

¡Éste es mi canto, mi arpa! Y trayéndola en mis brazos, vengo ante ustedes habiendo recibido el poder y el don de la palabra, y con los ángeles y los pastores canto:

¡Gloria a Dios en las alturas y paz en la tierra a los hombres de buena voluntad!

Fonte:

http://www.acoantioquena.com/articulos/homilia-de-navidad

Arquidiócesis de Buenos Aires y toda la República Argentina de la Iglesia Católica Apostólica Ortodoxa de Antioquía


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A CRIAÇÃO E A QUEDA

por Santo Atanásio

Em nosso Livro anterior tratamos suficientemente sobre alguns dos principais pontos do culto pagão dos ídolos, e como estes falsos deuses surgiram originalmente. Nós também, pela graça de Deus, indicamos brevemente que o Verbo do Pai é Ele mesmo divino, que todas as coisas que existem devem seu próprio ser à sua vontade e poder e que é através dEle que o Pai dá ordem à criação, por Ele que todas as coisas são movidas e através dEle que recebem o seu ser.

Agora, Macário, verdadeiro amante de Cristo, devemos dar um passo a mais na fé de nossa sagrada religião e considerar também como o Verbo se fêz homem e surgiu entre nós. Para tratar destes assuntos é necessário primeiro que nos lembremos do que já foi dito. Deves entender por que o Verbo do Pai, tão grande e tão elevado, se manifestou em forma corporal. Ele não assumiu um corpo como algo condizente com a sua própria natureza, mas, muito ao contrário, na medida em que Ele é Verbo, Ele é sem corpo. Manifestou-se em um corpo humano por esta única razão, por causa do amor e da bondade de seu Pai, pela salvação de nós homens.

Começaremos, portanto, com a criação do mundo e com Deus seu Criador, pois o primeiro fato que deves entender é este: a renovação da Criação foi levada a efeito pelo mesmo Verbo que a criou em seu início. Em relação à criação do Universo e à criação de todas as coisas têm havido uma diversidade de opiniões, e cada pessoa tem proposto a teoria que bem lhe apraz. Por exemplo, alguns dizem que todas as coisas são auto originadas e, por assim dizer, totalmente ao acaso. Entre estes estão os Epicúreos, os quais negam terminantemente que haja alguma Inteligência anterior ao Universo. Outros fazem seu o ponto de vista expressado por Platão, aquele gigante entre os Gregos. Ele disse que Deus fêz todas as coisas da matéria pre-existente e incriada, assim como o carpinteiro faz as suas obras da madeira que já existe. Mas os que sustentam esta opinião não se dão conta que negar que Deus seja Ele próprio a causa da matéria significa atribuir-Lhe uma limitação, assim como é indubitavelmente uma limitação por parte do carpinteiro que ele não possa fazer nada a não ser que lhe esteja disponível a madeira. Então, finalmente, temos a teoria dos Gnósticos, que inventaram para si mesmos um Artífice de todas as coisas, outro que não o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Estes simplesmente fecham os seus olhos para o sentido óbvio das Sagradas Escrituras. Tais são as noções que os homens têm elaborado. Mas pelo divino ensinamento da fé cristã nós sabemos que, pelo fato de haver uma Inteligência anterior ao Universo, este não se originou a si mesmo; por ser Deus infinito, e não finito, o Universo não foi feito de uma matéria pré-existente, mas do nada e da absoluta e total não existência, de onde Deus o trouxe ao ser através do Verbo.

Ele diz, neste sentido, no Gênesis:

“No início Deus
criou o Céu e a Terra”;

e novamente, através daquele valiosíssimo livro ao qual chamamos “O Pastor”:

“Crêde primeiro
e antes de tudo o mais
que há apenas um só Deus
o qual criou e ordenou a todas as coisas
trazendo-as da não existência ao ser.”

Paulo também indica a mesma coisa quando nos diz:

“Pela fé conhecemos
que o mundo foi formado
pela Palavra de Deus,
de tal modo que as coisas visíveis
provieram das coisas invisíveis”. (Heb. 11, 3)

Pois Deus é bom, ou antes, Ele é a fonte de toda a bondade, e é impossível por isso que Ele deva algo a alguém. Não devendo a existência a ninguém, Ele criou a todas as coisas do nada mediante seu próprio Verbo, nosso Senhor Jesus Cristo, e de todas as suas criaturas terrenas ele reservou um cuidado especial para a raça humana. A eles que, como animais, eram essencialmente impermanentes, Deus concedeu uma graça de que as demais criaturas estavam privadas, isto é, a marca de sua própria Imagem, uma participação no ser racional do próprio Verbo, de tal modo que, refletindo-O, eles mesmos se tornariam racionais expressando a Inteligência de Deus tanto quanto o próprio Verbo, embora em grau limitado. Deste modo, os homens poderiam continuar para sempre na bem aventurada e única verdadeira vida dos santos no paraíso. Como a vontade do homem poderia, porém, voltar-se para vários caminhos, Deus assegurou-lhes esta graça que lhes havia concedido condicionando-a desde o início a duas coisas. Se eles guardassem a graça e retivessem o amor de sua inocência original, então a vida do paraíso seria sua, sem tristeza, dor ou cuidados, e após ela haveria a certeza da imortalidade no céu. Mas se eles se desviassem do caminho e se tornassem vis, desprezando seu direito natal à beleza, então viriam a cair sob a lei natural da morte e viveriam não mais no paraíso, mas, morrendo fora dele, continuariam na morte e na corrupção. Isto é o que a Sagrada Escritura nos ensina, ao proclamar a ordem de Deus:

“De todas as árvores que estão no jardim
vós certamente comereis,
mas da árvore do conhecimento do bem e do mal
não havereis de comer,
pois certamente havereis de morrer”.

“Certamente havereis de morrer”, isto é, não apenas morrereis, mas permanecereis no estado de morte e corrupção. Estarás talvez a divagar por que motivo estamos discutindo a origem do homem se nos propusemos a falar sobre o Verbo que se fêz homem. O primeiro assunto é de importância para o último por este motivo: foi justamente o nosso lamentável estado que fêz com que o Verbo se rebaixasse, foi nossa transgressão que tocou o seu amor por nós. Pois Deus havia feito o homem daquela maneira e havia querido que ele permanecesse na incorrupção. Os homens, porém, tendo voltado da contemplação de Deus para o mal que eles próprios inventaram, caíram inevitavelmente sob a lei da morte. Em vez de permanecerem no estado em que Deus os havia criado, entraram em um processo de uma completa degeneração e a morte os tomou inteiramente sob o seu domínio. Pois a transgressão do mandamento os estava fazendo retornarem ao que eles eram segundo a sua natureza, e assim como no início eles haviam sido trazidos ao ser a partir da não existência, passaram a trilhar, pela degeneração, o caminho de volta para a não existência. A presença e o amor do Verbo os havia chamado ao ser; inevitavelmente, então, quando eles perderam o conhecimento de Deus, juntamente com este eles perderam também a sua existência. Pois é somente Deus que existe, o mal é o não-ser, a negação e a antítese do bem. Pela natureza, de fato, o homem é mortal, já que ele foi feito do nada; mas ele traz também consigo a Semelhança dAquele Que É, e se ele preservar esta Semelhança através da contemplação constante, então sua natureza seria despojada de seu poder e ele permaneceria indegenerescente. De fato, é isto o que vemos escrito no Livro da
Sabedoria:

“A observância de Suas Leis
é a garantia da imortalidade”. (Sab. 6, 18)

E, incorrompido, o homem seria como Deus, conforme o diz a própria Escritura, onde afirma:

“Eu disse:
`Sois deuses,
e todos filhos do Altíssimo.
Mas vós como homens morrereis,
caireis como um príncipe qualquer'”. (Salmo 81, 6)

Esta, portanto, era a condição do homem. Deus não apenas o havia feito do nada, mas também lhe tinha graciosamente concedido a Sua própria vida pela graça do Verbo. Os homens, porém, voltando-se das coisas eternas para as coisas corruptíveis, pelo conselho do demônio, se tornaram a causa de sua própria degeneração para a morte, porque, conforme dissemos antes, embora eles fossem por natureza sujeitos à corrupção, a graça de sua união com o Verbo os tornava capazes de escapar na lei natural, desde que eles retivessem a beleza da inocência com a qual haviam sido criados. Isto é o mesmo que dizer que a presença do Verbo junto a eles lhes fazia de escudo, protegendo-os até mesmo da degeneração natural, conforme também o diz o Livro da Sabedoria:

“Deus criou o homem para a imortalidade
e como uma imagem de sua própria eternidade;
mas pela inveja do demônio
entrou no mundo a morte”. (Sab. 2, 23)

Quando isto aconteceu os homens começaram a morrer e a corrupção correu solta entre eles, tomou poder sobre os mesmos até mais do que seria de se esperar pela natureza, sendo esta a penalidade sobre a qual Deus os havia avisado prevenindo-os acerca da transgressão do mandamento. Na verdade, em seus pecados os homens superaram todos os limites. No início inventaram a maldade; envolvendo-se desta maneira na morte e na corrupção, passaram a caminhar gradualmente de mal a pior, não se detendo em nenhum grau de malícia, mas, como se estivessem dominados por uma insaciável apetite, continuamente inventando novo tipos de pecados. Os adultérios e os roubos se espalharam por todos os lugares, os assassinatos e as rapinas encheram a terra, a lei foi desrespeitada para dar lugar à corrupção e à injustiça, todos os tipos de iniqüidades foram praticados por todos, tanto individualmente como em comum. Cidades fizeram guerra contra cidades, nações se levantaram contra nações, e toda a terra se viu repleta de divisões e lutas, enquanto cada um porfiava em superar o outro em malícia. Até os crimes contrários à natureza não foram desconhecidos, conforme no-lo diz o Apóstolo mártir de Cristo:

“Suas próprias mulheres
mudaram o uso natural em outro uso,
que é contra a natureza;
e os homens também,
deixando o uso natural da mulher,
arderam nos seus desejos um para com o outro,
cometendo atos vergonhosos com o seu próprio sexo,
e recebendo em suas próprias pessoas
a recompensa devida pela sua perversidade”. (Rom. 1, 26-7)



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